




O
governo, Freud e os impulsos
Rubo Medina
xxxxxx
xxxxxx Se
Freud soubesse o que passaria a significar a palavra (im)pulso, garanto
que ele a riscaria do dicionário da psicologia e embrulhada em cédulas de
dólares (melhor euros), iria dá-la de presente a Max Weber ou qualquer outro
economista, o que ficaria mais condizente com a evolução dos tempos. Eu
explico: uma amiga ligou para a outra na repartição pública e foi logo dizendo:
- Solange, preciso falar com você. Ligue aqui pra casa. Agora! Solange, sem entender aquele pedido, argumentou:
- Ué, mas se você já está falando, por que tenho que ligar pra sua casa? A outra, sem perda de tempo, tratou de explicar:
- É por causa do (im)pulso do telefone. Se a chamada partir daí, eu me livro de pagar os impulsos, entende? Você ligando, quem paga é o governo.