




Economia
vermelha
Rubo Medina
xxxxxx
xxxxxxFazia
muito calor. Os adolescentes estavam agitados, na maior algazarra, jogando
bolinhas de papel uns nos outros, cutucando as meninas, gritando e subindo
nas carteiras quando o renomado Professor chegou. Eles pararam com a bagunça?
Claro que não! Só porque um professor chegou eles iriam interromper o fusuê?
Não mesmo!
xxxxxx Para conter os ânimos e como gostava muito da ortografia, que desapareceu com o poder aquisitivo, o phD resolveu dar um ditado.
- Passa o ditado no quadro, professor!, pediu um aluno menos comportado. Todos caíram na risada. Era sempre assim. Alguém esperava que o outro soltasse uma piadinha para sala inteira cair na risada.
- Você me deu uma boa idéia. É o que vou fazer.
- Oba!, a sala inteira gritou, mas um "valeu broda" soou mais alto do que todas as vozes.
xxxxxx O renomado Professor se voltou para o quadro. A turma abriu rapidamente os cadernos. Num segundo o professor virou-se de frente para a sala e determinou:
- Escrevam! O menos comportado argumentou, meio chateado.
- O senhor não ia passar no quadro?
- Pretérito!
- Não saquei! Viajei nessa!
- Pretérito. Passado. Ia não quer dizer vou.
- Ah!...
xxxxxx A sala inteira estava em silêncio aguardando o seguinte: que o professor começasse o ditado ou que surgisse uma gracinha para todo mundo cair na risada. Pintou a primeira opção. O professor disse para uma garota morena que passava batom:
- Assim que eu terminar, você dita para mim e eu escrevo no quadro para vocês corrigirem. Assim me livro de ver tanto vermelho na minha frente. Um tatuado, puxa-riso, disse:
- Putz, Professor! O senhor também não gosta do vermelho?
- Ao contrário. Gosto tanto que vou economizar a tinta vermelha da minha caneta!