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Churrasco picante
Eduardo Oliva

 

 

xxxxxxEstava muito calor nesse dia. O casal havia comido muita carne de churrasco e bebido bastante cerveja. Os filhos viajaram com os colegas. Passariam o carnaval fora da cidade. A mulher teve a idéia de se refrescarem na piscina de plástico, que tinha no meio do quintal. Resolveram ficar nus, já que os vizinhos ao lado passariam o carnaval fora também. Na rádio, tocava pagode e forró melosos, que ajudavam a estimular o namoro do casal.

- Vem cá tigresa, que teu macho vai te dá muita pressão!, e a beijava ardentemente. A mulher até sentia na boca os pedacinhos de carne, um pouco de farofa e a saliva dele, com gosto da cerveja.

- Vem meu macho, me faz sua fêmea. Me doma.

xxxxxx O homem começou a chupar seus seios. Ela abria as pernas para abrigar o membro rígido de seu amor... Ele pedia que ela se levantasse. Sua língua gordurosa de carne e de lingüiça lambia a vulva da mulher, que gemia alto. Nem ligava se alguém a estava escutando. Depois, foi a vez dela chupar o pau do marido. Ela achava enorme, mas ia com tanta fome, que ele pedia para ir mais devagar.

xxxxxx Grande parte da água da piscina saía; ela quase não agüentava a paixão do casal. Os gemidos, que já eram altos, viraram gritos, sobrepondo as músicas da rádio. Quando gozaram finalmente, a piscina de plástico se quebrou. A água se esparramava na varanda, entrando um pouco na sala. O casal ficou deitado no chão de cimento rindo:

- Que farra a gente fez, minha velha. Ela retrucou:

- Velha é o cacete, mas que foi bom, foi.

xxxxxx A noite veio. O homem foi dormir, estava cansado. A mulher foi arrumar a casa, não gostava de acumular serviço. Queria tudo pronto para assistir a novela.

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