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Soneto fúnebre
João Felinto Neto

 


Se eu morrer amanhã
“Não quero choro, nem vela,”
Nem mesmo fita amarela
Como queria a canção

Também não quero oração,
Nem elogios aleivosos
De inimigos maldosos
Querendo um frágil perdão

Quero amigos chistosos
A desdobrar em sorrisos
O meu feral saimento

Que os meus entes queridos
Não tenham tanto remorsos
E nem tanto sofrimento.

J

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