




Mundo
fictício
João
Felinto Neto
Uma criança brincava
Com a comida, na mesa.
Corria de pés descalços,
Sem ninguém a seu encalço,
Pela ruazinha estreita
Não enxergava
a sujeira,
No seu mundo fictício,
Do real desconhecido;
Tudo era brincadeira
Contudo,
era tão bonito
Ver o mundo d’aquela maneira:
Sem ter ódio,
Ser ter vício,
Sem sombra de sacrifício,
Sem pecado
E sem tristeza.
