




Bem-vindo
a Sarajevo
João
Felinto Neto
Estranho,
O silêncio me espanta
Talvez,
Por estar preso na garganta:
Bem-vindo a Sarajevo
Como escrito pelo medo
Na parede demolida
Ainda há esperança,
Enquanto há vida.
As flores,
Aqui, nascem em segredo.
A chuva
Cai em bombas,
Entre os dedos,
Nos amputando sonhos e lembranças.
Bem-vindo a Sarajevo.
