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Ao infinito
João Felinto Neto

 


Na madrugada fria,
Eu caminho na areia
O vento serpenteia
Numa brisa

Enquanto a onda teima
Em tocar meus pés descalços,
Meus pés pisam em falso
Moldando a areia

Eu tenho a impressão
Que o mar deseja apagar
O meu caminho
Talvez, queira me ver sozinho
Caminhar

Tamanha paz,
Arrasta-me ao infinito,
Metamorfoseando-me em cada onda
Que num singelo ritmo,
Na areia, se desfaz.

J

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