




Sem
título 14
Dionísio
Dinis
Dou-me
ao desfrute dos meus olhos
No belo rubor do teu rosto belo
Entrego os meus sentires singelamente
No escutar da tua voz que me enfeitiça
Demoro-me na elegância
de tuas mãos
Mãos de carícias como as palavras ditas
Mãos que falam gestos sublimes
Gestos de mãos sábias de ternuras
Penso nos teus olhos
impossíveis de pensar
Pinto o mar de desejos em calmo e alteroso navegar
Alago o mar com a cor dos teus olhos
Penso-te sem pensar de mais nada querer
E que me baste assim de tanto te sonhar
Não tenho o doce e sagaz
atrevimento
Nem terei a ousadia
de ousar o teu desejo
Que me acalente apenas o chocolate quente
No rigor do Inverno mas em tua companhia
E se no tempo formos
a compasso
No calor do Verão nos encontraremos
Em vermelhos frutos e outros prazeres
Talvez até na ousada e fresca melancia
Quem dera até em plena sintonia.