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Inexistência humana
Élcio Romeu Ribeiro

 


Que mundo é este que eu vim parar
Lugar perverso

O valor que se paga para sobreviver
Depois de anos sem perguntas sem nenhum saber
Pois, vale é o vazio dos corpos gananciosos

Consomem o universo vindo a proliferar um mal tão
Maior que seu próprio saber
Da benevolência de atitudes tão amargas
se estende tanta dor
Que já não se sabe qual é o mal de viver

Em silêncio aceitam não seu destino
mas sim o corte da foice dos que possuem o poder
Em olhos que já não são possuidores de esperança

Não sei qual é a razão da existência
Por fim nunca soube qual o
Sabor da maldade

A inocência traz castigos
A sinceridade faz mal
A simplicidade recebe humilhação
E da vida não se leva nada.

E

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