




Camponesa
Fernando
de Souza
Quando o sol pela
manhã
Ao tocar minha janela
Corro ansioso
Em direção para sentir a imensidão
De o belo amanhecer
Ao cantar o galo
Ao ouvir os pássaros
Ao ver o sereno se apagar
Lembro de você
Que nas manhãs
de primavera
Saía cedo a colher
Flores do campo
Que as viu nascer
E no amanhecer de cada dia
Cada flor lembrava você
No desabrochar de uma
rosa
Sentia seu perfume suave
No desabrochar de uma margarida
Sentia seu jeito gentil e querido
E em cada flor do campo uma amostra de sua ternura
E no fim da primavera...
Somente o sol realizava seu espetáculo
Enquanto o amor pouco durou.
