




As
flores mallarmaicas
Lau Siqueira
xxxxxxxxxxqueria
xxxxxxxxxxnum poema
xxxxxxxoferecer flores
xxxum
jeito lógico
de não arrancá-las
da placidez silvestre
! xxxxxx
como as flores
da adivinha mallarmaica
"que nunca estão no buquê"
e cujo aroma experimentamos
nas planícies viageiras
xxxxxxxxxxxxxxdo significado
xxxxxxxxxxxxxxa
palavra pétala
entre húmus e caules de linguagem
embriagando a dor extraída
deste pólen com o qual enlouqueço
as abelhas africanas
xxxxxxxxxxxxxxdo esquecimento
xxxxxxxmas
tudo que tenho
são essas mãos vazias e uma
xxxxxxxpaixão petrarquiana
de insuportável hálito
xxxxxxxxxxxxxxmodernista