




Meu
clamor
Lúcio
Barbosa
Negras horas que o destino escreve
Calam-se à voz de quem simples lhe pede
Se fosse rica teria Remédio, ambulância e médico
Mas como pobre só tinha
Um enfermeiro que nega
As portas foram fechadas,
Ninguém lhe vira mulher
Os filhos órfãos deixaram
A vida cobriu-se de terra
Porém o maior silêncio
É o direito de quem pede...
Não deixem calar também,
A voz de outra mulher.