




Um
breve não
Dionísio
Dinis
Que não mais se
cante
melodramas, angústias e desencontros do amor
Que se não inculpe o amor,
com as incongruências e menoridades
de nós próprios
Não façamos de inexpugnável
forte
o amor,
ele que a ser vida,
detêm a diamantina dureza e a clara
e imponderável subtileza da brisa
Ele que a ser tudo
magnifica-nos na ascese almejada
Não, não vulgarizem
de todo,
não profanem por caprichos vãos,
palavra e sentido do verbo amar
Aceitemos, com a dor
apropriada
a nossa simples incapacidade,
a nossa não idade do amor
Cresceremos num dia ainda indefinido,
seremos maiores, seremos capazes, seremos fortes
Hospitaleiros e hóspedes da plenitude do amor
Vitoriosos humildes ou épicos derrotados do amor,
mas nunca vulgares artífices
da palavra e do sentir amor.