




Uma
rosa da avó
Emanuel
O tempo tratou
de curar a
saudade do tempo
passado contigo
Quanto amigo se foi
E quanta amizade se fez
Entretanto
num canto escondido
da minha memória,
vejo crescer, carinhosa,
uma rosa encarnada
Nos últimos dias,
por vezes aberta,
por outras fechada
Sem nunca murchar
Tentei indagar a razão
Porquê encarnada?
Porquê ainda vive
se para a manter
não fiz nada?
Podes crer meu irmão
Foi carinho da Avó
Foi geito que deu
quando a pôs no meu coração.
