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O barco clandestino
Rui Pais

 


Entrei numa viagem maravilhosa
Em embarcação movida a vapor…
Repleta de gente atraente, curiosa
Zarpamos para o Porto do Amor!

Várias vezes pretendi saber
Sobre esse impreciso destino…
Que roteiro teria que percorrer
Este nosso navio clandestino…

Um grande mistério a desvendar
Apenas fez uma breve escala…
Não entrou passageiro nem mala…
Só provisões para nos alimentar!

De novo a sua marcha retomou…
O rumo, só o nome foi revelado
Até que um certo dia ancorou
Nesse bendito cais tão desejado!

Baixou o vistoso Sol do firmamento
Com seus raios de luz e influência…
A terra de tudo dava em abundância
E eu senti na energia o envolvimento!

Na vegetação um paraíso de flores
Numa planície tão resplandecente…
O brilho dava muita alegria às cores
Tornando mais sedutor o ambiente!

Como terá surgiu um Éden assim?
Nunca vi tão espantoso jardim!
Gente distinta, musas, anjos e fadas…
Também havia sereias encantadas!

R

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