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Foi-se
Cesar Poletto

 


Houve uma tarde em que parei para escrever
Eram estrofes em um vento calmo, soprando de fora
Lesos e malcriados... Sombrios
Indaguei ŕ cumeeira, ressoei no intelecto
A tua figura me pôs ainda mais vulnerável
O quadro suspenso pelo longínquo, significou
Nesta toada, resplandeci
Submeti-me, entretanto, a tantos outros esquives urgentes
Num atropelar do tempo, urgido e estapafúrdio
Levitei no atinado plano
E sangrei contente, no suave toque da amolada navalha.

C

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