




Um
morto
Sérgio
Lopes
Sou um morto
Sem descanso
Sobre a terra,
E não sob ela
Qual um corvo
Agouro manso
A luz da vela
De uma capela
Um estorvo
Em meio ao remanso
Além da janela
Da tua cela
Sumamente absorto
A ver se alcanço
A origem velha
Desta mazela
Cismo no aborto,
E no catecismo torto
Da humanóide idéia.