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Soneto do homem fraco
Cesar Poletto

 


No beijo fenece putredínea horta
Estro de estrela desleixada e tonta
Grotesca masmorra de janela morta
Faria teu gado, minha eterna monta

Trançaria as pernas sem pelegos
Na saliva, suscitados gases galegos
Geologia que, ontem, fez-la mulher
Coriza a preencher pronta colher

Esquenta o banjo, vai ao estopim
Leda riqueza querendo tudo de mim
Açoite trama, atravessa o bandolim

Que fazer se me apetece a luxúria?
Arrumo mala com a ceroula do varal
E sigo a pele com desmesurada fúria.

C

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