




Floresta
de vidro
Black Fenrir
Folhas de cristal
que respingam verdade
(vaidade)
troncos de vidro
lugar perfeito para covardes
O silêncio predomina
onde tudo parece belo
(ninguém vê?)
o chão é coberto de mentiras
replica quase perfeita do inferno
Aqui estou eu
deitado no chão, vendo a verdade pingar
fecho os olhos e esqueço
que a verdade é uma gota no mar
Meus olhos cegos
não veêm o que precisam
e nem meu coração morto
me deixa esquecer o que está perdido
Enquanto eu durmo
a mentira vira ilusão
muitas pessoas vêm provar dela
eu também provo, mas penso que não
A cada dia
a floresta parece mais verde
"quero verdade" eu digo
mas nem eu sinto minha sede
Eu encho as palmas de
verdade
que escorrem por meus dedos
continuo na ilusão mas não percebo,
que esse é meu segredo
Um dia a sinceridade
visita a todos
mas só eu digo que a conheço
(outra ilusão)
ela parece flertar com todos
mas só comigo não
Quando a ilusão parece
real
me ergo orgulhoso
(que tolo, as calças na cabeça e
mesmo assim não se diz louco)
Uma única ave
de carinho
canta ao meu lado
mas cego e ludibriado não vejo o carinho de fato
A floresta quebra
por minha própria insensatez
só o pó resta
(chora cão arrependido, outra vez).