




Versos
meus
Cesar
Poletto
Não devo agora
No despontar da cadente
Fazer-me de urgente
Ó raça veemente;
Devo estar de fora
No ovular da aurora
Faculto a discussão
Não sou estrela
Sou punga ovelha
A inquietude parelha;
Ferida com pressão
Resvalada podridão
Das flores,
Sou sépala
Dos amores,
Pétala
Despetalado
Não revelado
Não quero ser o vulto
da versão
Nem notícias que os velhos lêem
Quero os olhos que as gaivotas têm
Com crepúsculo mais além;
Ladro e friso o doce macarrão
Não tenho preço, não
Não levo pressa
Não tenho essa
A frouxa corda desfiou
Mereço o aço, suportou
É o legado do "já vou"
Onde estou?
Não carece
A boca dita a carne
Desembrutece
A minha prece
Faz do bife à parte
A cavilha do descarte.