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Bruxas e afins
Cesar Poletto

 


Cabula viscoso o precioso mel
Da fada rainha, deslumbrante mão
Incapacitado, dorme o urso no verão
Ao pé do catre, estrela e céu

O gado muge na redoma trincada
Por sons aglutinados, geme leso coração
Meus anjos d'água impura, sopram 'não'
Menção à ressonância inabalada

Na parede, a caveira com olhar perolado
Bate a cara no vidro trincado
E acha graça
Um brinde à desgraça

Meus crepúsculos internos entreabertos
Conotação esférica, polivalente
Não durmo sonos de bruxa doente
Rezo aos tenores com os pés cobertos

E segue nesta imagem
À mentira da coragem
À medida do entorno
Traz da noite, o forno

O catre de cujo urso amansa
Com a pérola laxativa da caveira
Vê a bruxa na ribanceira
Ergue brinde ao céu que trança.

C

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