




Doutor
diagnóstico
Cesar
Poletto
Hei, olha ali!
Em baixo, os versos a ti negados
É soma de teus relaxos,
Uma alcova, o catre vão,
Os preceitos assaz pinchados
Hei, olha lá!
Ao lado, a farpa ensangüentada
Pudera! Tu és a fera,
O cume e a abnegação
Hei, olha cá!
Contava que entenderia
Ordem tola, um manto,
Vestígio em demasia
Hei, cerras teus olhos!
Enxergue tua mente
Rasgue a paz escravocrata,
Escarafunches no caldo entornado,
Meça tudo com régua de milímetro
Vedes!
É o teu destino a emparelhar
Arda no lume pelos séculos,
Segrede a ti, o desalinho,
O horror, a conformação,
E a podridão de tua reles existência.