




A
Joaquim Maria Machado de Assis
Cesar
Poletto
Machadinho
Assim o vejo, assim o tenho
Chegaste no Livramento
Haja dó, pobrezinho
A miscigenação
perspicaz
Das paredes e das tinas ao mundo
O gago, o epilético, o moribundo
Da timidez, reserva assaz
De circunstância,
de ocasião
Em poucos, órfão, mas esforços tinha
Acolheu-o a madrasta, o lápis e a linha
Saborosas ruas, São Cristóvão
Seqüência falha,
autodidata, perseverança
Imprensa Nacional, ás na tipografia
Senhora mão, merecimento, apologia
O Almeida: justa esperança
Buscou o Correio
e o Diário
Regrou o funcionalismo
Usou da autoridade e do ofício
Xeque mate, preciosismo
Ovacionado
De presidente da academia, imortalizado
O nosso maior ficcionista
Contista, poeta, romancista
O teu feroz destino,
a tua irretocável narrativa
Sem Carolina, vozes falidas
Memórias póstumas, páginas esquecidas
E vê em água, nova tentativa
Velho bruxo,
descanse em paz
Estou aqui pensando, como não tenho tamanho
Ligo-me à tua intensa obra, e assim, ambos
Hão de perpetuar.
Obrigado!