




O
ébrio e a noite
Cesar
Poletto
É vida que aspira, exige
e clama por luz
O vínculo serrado no toco
À procura da essência na tenra idade
Encontra magoada sua metade
Pensamento ao léu atinge o pico
As torturas e as idéias instigam-se de glória murmurante
O vento sopra incessante
Ao copo, mais que gotas... litros de whisky
Verseja o pranto, entoado, emergente
Abriga as falanges de um dia sombrio
Rasteja sobre o leito
Infinito em sua noite
À espera da musa para cura de sua dor
Respira o esplendor e os litros não se encerram
O jardim toma forma de infinito
Enovelando respostas e minúcias
Ali, ao longe aguarda o destino, intrépido
Reunido em conjunto como linces em caça
Ao léu, as imagens desfalecidas, confusas
Brindam a esmo, como cartas marcadas
Quentes e bravios, os sentimentos brindam aos impulsos
E intercedem em favor da bebedeira.