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Ops!
Cesar Poletto

 


A gris abateu
O feriado da mente sacou armas, armou feridas
Posta a vida em chamas acesas, labaredas
Queimando o vil, outrora viril, cego, roto e gentil
Pesado fardo no exsudado sangue, efusivo e ausente
Madrugada mal rogada, carnificina
Imposta e sem querer... um cordeiro, mil
A regar, os cálices entornados na maldade, no afã
Não havia pecado!

O gosto era apenas o cheiro da língua,
a saca das meias, as tenras teias
Desejo, afago e afeto, fadas de injúrias... desafeto
O intenso ruboriza o leito, um peito
Falta o jeito, o hostil ou a pétala, o dúbio
Escoam as horas, inquietas e devotas
Aplicam o tédio às veias loucas de luxúria
Escaldantes, verdadeiras, murmurantes
O cão do homem a expor seus medos, séquidos temores
Na pilha enferma, saliva, pêra dos sôfregos
Sem rugas ou dentes, pesares seqüentes
Puseram-se a estancar, mero desconforto , passageiro
O ali e o descontar, a despir, a acenar
Não havia descanso!

Era o pêlo em novelo, calcando a âncora, desvelo
Nem só a cobiça os tinha em plenitude
Nasciam em vales e cumes, açoitavam estrelas
A noite a escapulir os tons de violeta,
pudores olivas, amarelados
Santa misericórdia!

Nem resquício, nem apelo
Pupilas a saltar, retomada em desafio
Em três, jaz as quatro, sem tempo
Seiva em correria, em tona, andarilha
Não havia consolo! Pudera ser!
Cerraram-se, poliram as arestas Penitência!
Regidos os espíritos pelo leme incluso, tônus em desleixo
A pele fôra apenas o sustento vital
E o mal, encarnado em tantos, expirou-se no quintal.

C

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