




Amada
Laurindo
Marques Ferreira
Amada, que sempre esse amor infesta
Que ainda se fala em ti
Amada, roubou-me a arte de amar
Trocou por fria ilusão
Amada, até as tantas fiquei
Procurando e não achei
O seu meigo coração
Amada, hoje sofro o
descaminho
Por entre rios traçado
Amada, o meu peito ainda sente
As águas frias do amor
Amada, se hoje vivo a lembrança
E porque sobrou-me a herança
Deste ingrato dissabor
Amada, essa luz que
me ilumina
São brilhos de um passado
Amada, a palavra esperar
São provinda dessa luz
Amada, não deixei dessa frieza
Porque o calor da certeza
Minha esperança conduz.