




Amargura
Marlene
Andrade Reis
Estou deitada no leito
com uma revolta a bramir,
no pensamento, no coração
É uma
dor angustiante, por lembrar
que agora milhares de famintos clamam
por um pedaço de pão
Têm fome
de alimentos, de amor,
de tudo que faz bem
Têm carência de atenção, de toques, de proximidade
Esta
incompreensão causa-me arrepios,
por ver meus irmãos sofrerem carências, decepções
Levam-me a um delírio, a uma enorme amargura.