




Marina
Vicente
Freitas
Marina pariu um peixe
e para espanto de todos
o peixe saiu voando,
em ziguezague, rumo ao mar
Não era um peixe voador,
mas voava...planava...
Era o peixe do amor,
nascido, não do útero;
do coração de Marina
Ela sempre paria peixes
(fosse mesmo em pensamento)
pela boca, pelos olhos;
os olhos verdes do mar
- o verde mar de Marina.