




O
gênio
Vicente
Freitas
Madrugadinha sonhei
Sobrevoava uma grande cidade
De repente a paisagem mudou
E eu descia sobre uma miserável favela
Pousei numa rampa de lixo
Imagine o tesouro que encontrei!
- Uma velha lamparina
Comecei a esfregá-la
Espontaneamente, uma fumaça preta
Elevou-se do pavio
E - oh! - assombro! -
Um gênio baixinho,
Com voz de trovão, perguntou-me:
- Que ordenas! Não sou teu escravo,
Mas como encontraste esta velha lamparina...
Ordena que te obedecerei
E eu, que fui dormir
sem jantar,
Imediatamente respondi: -
- Tenho fome! Traze-me algo para comer!
O gênio desapareceu na fumaça
Acordei com pancadas
na porta
Era o Mané Trovão que me procurava...
- Trazia nas mãos uma lamparina.