




Soneto
em forma de apelo
Vicente
Freitas
Que o jogo sórdido da desconfiança
Esse micróbio da malversação
Em sua inevitável extinção
Desapareça sem deixar herança
Que venha a nós, a paz
e a esperança
Prestes a iluminar esta nação
Que eu diga sim e saiba dizer não
Com mais serenidade e confiança
Que os lamentos dos
pobres infelizes
(Desnutridos, famintos, seminus)
Sejam entendidos, desde já, por nós
Que todos nos unamos
mais felizes
Na certeza incoercível de que a luz
É dom de Deus pra todos os faróis.