




Poemeto
para Bela Cruz
Vicente
Freitas
- Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo, colheita.
João Cabral de Melo Neto
Contemplando
teus campos naturais
Pólens, pingos de orvalho - na úmida várzea -
Teu aniversário ouso hoje comemorar
E novamente canto teu cenário silvestre:
Espessos pomares
Casinhas modestas
Quintais pastoris
Com ruídos de vila e senzala
Teus
pequenos fatos anônimos
Hoje queremos cantar,
Com amor mais ardente
Com zelo mais forte
Desta
verde paisagem ribeirinha
Jamais olvidamos
Genoveva, a primeira habitante
Capitão Diogo Lopes, o médico
João Damasceno, o poeta
Joca Lopes, o músico...
- Onde estão todos eles?
Sobre as margens deste rio encantador
Permanecem
Tua gente
tem a face curtida por sóis luzentes
E sabe avançar
xxxxxxxxxxxxrecuar
xxxxxxxxxxxxxxxxresistir
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxdefender-se
Tua história
contém tudo:
Corpos
xxxxxalmas
xxxxxxxxxsignificados
Amores
xxxxxxbelezas
xxxxxxxxxxxxpaixões
Orgulho
xxxxxxdelicadezas
xxxxxxxxxxxxxxxcanções
Esperanças
xxxxxxxxxbenefícios
xxxxxxxxxxxxxxxxxdoações
Experiências
xxxxxxxxxxresultados
xxxxxxxxxxxxxxxxxxconclusões...
(Deleites da terra;
xxxxxxxxxxxxxxlida enfadonha...)
- Onde a gente de bem trabalha e sonha!