




Soneto
para Bela Cruz
(ao
professor Gabriel
Assis Araújo)
Vicente
Freitas
Oh, minha santa Bela Cruz, por ti renovo
meu romanceiro de amor que não te limita
Jamais alguém supera o que já fez teu povo
para que crescesses assim nobre e bonita
Terra formosa assim
não pode ser descrita
e talvez não se encontre igual outro lugar
À noite, quando o povo sobre ti dormita,
eu faço serenatas para te encantar
Minha terra natal, oh
minha enamorada,
exposta ao vento e ao sol, despida, iluminada,
qual suave paisagem fixada numa tela...
Terra do passado, futuro
e do presente,
para sempre prender o coração da gente...
É preciso vencer, crescer muito mais bela.