




Do
nada à ausência
Silas Passos
Ferreira
Nasce o homem, frágil como
nós, insistentes em não ser o que somos.
Da gênese vazia, explode o ser em transtorno
Embrenhado em infindáveis adornos
É não o que é, talvez o que era
E era o qual quaisquer quiseram que fora
Afirma-se distinto em cada presente
Pois a pretérita máscara não mais o contorna
Busca imediato a maquiagem
perfeita
Anterior talvez, às escolhas suas
Caem as armaduras que o protege do mundo
Tantas são elas, fracas
e nuas
Quando são nada, vê-se o nada oriundo
Retorna-se ao vácuo, prosseguem as dúvidas.