




Último
degrau
Lídia
Massari
Perante sua imagem lá está ela
O som do violino triste
Percorre indo e vindo pelas nuas paredes
Novamente a orquestra da ilusão lhe visita
Sua face
já marcada pelas noites cabuladas
Seus olhos tão profundos e solitários
Denotam o calvário de sua jornada
A razão
de sua desventura
Esteve trancafiada por trás do muro das lamentações
A janela vestida com o suor de muitos anos
Cabendo somente a ela enxugá-lo
Sei que
ela já não mais sorri
Não quer acreditar que o cavalo negro já se foi
Nem ao menos teme a escuridão,
Quão pouco a navalha que a toca
Feche
os olhos e verá o caminho
Ou se embriague com o eco e cairá em devaneio
Eis o seu último passo.