




Sórdido
devaneio consistente
Silas Passos
Ferreira
Expediente acabou
Saiu velozmente, com feição deprimente, pela porta de frente
Quedou-se contente, com o saldo crescente, da conta corrente
Sorriu sutilmente, pra moça indecente, de olhar displicente
Se ungiu totalmente, com suor ardente, prazer iminente
Parou de repente, com ar de demente, ou inconseqüente?
Pensou
Declarou-se valente, que a moça indecente ele amou cegamente
Mas nem tudo que sente pode ser fielmente de razão coerente...
Deixado instantaneamente, sentiu vorazmente uma dor imponente
Ódio nascente, corpo impotente, obscura mente!
Urrou contundente, que tivesse somente, morte como presente..
Acordou
Despertar decadente,
mais um pesadelo..
Agora sim pra viver, finalmente...