




O
furacão Katrina
Rui Pais
Juntaram-se as forças
da natureza…
O tema em agenda, era a devastação
Que seria debatida numa grande reunião
Em privado. Para se tomar uma atitude…
Que fosse drástica e de grande magnitude…
Mostraremos ao indivíduo
a capacidade
Da fúria arrasadora sobre uma cidade…
Enviaremos a poder que demos ao Vento…
O homem impávido comprovará o evento
Sem poder actuar nesta raiva incontida…
Usaremos o mesmo sistema
do maremoto
Que na Ásia galgou a orla marítima e matou
Com o furor do caos que o mundo testemunhou
Para lá da concepção do nosso entendimento…
E actuou o Tempo como
num julgamento
E o furacão como um exército avançava…
De mansinho, da costa se aproximava…
Trazia uma missão suicida, avassaladora…
Chegou com o ímpeto da fúria destruidora…
O americano sentiu a
ira deste furacão destruidor…
Que na sua terra espalhou a devastação e o horror…
Hiroxima e Nagasaki, evocam as bombas temidas…
Um crime desumano que ceifou muito mais vidas…
Quem leva as suas guerras
para território alheio
Receberá as consequências em seu próprio meio…
Que império tem usado mais armas na guerra?
Quem mais tem esgotado os recursos da terra?
Actuando sem clemência
e sobre toda a gente…
Que até o sorriso de contente já nem sente?
Quem mais tem devastado o meio ambiental
E se opõe ao protocolo na defesa do natural?
O planeta tem uma sensibilidade
muito frágil…
O homem o corrói pensando ser mais ágil…
Mas deixa-lhe a marca da sua cicatriz
Como a árvore que é cortada junto à raiz…