




A
monotonia
Silas Passos
Ferreira
Sol, clarão.. dIA
Dormir mais? Não posso.. quem poderIA?
Cama, café.. ao trabalho! AgonIA?
No caminho, ninguém te sorrIA.. bom dIA?
Primeiro turno.. silêncio, apatIA?
Poucas palavras, nada de afeto.. o que mais querIA?
Coceira.. o que, coceira? ALERGIA!
Risos, hora do almoço! falsa alegrIA
A volta, o turno da tarde.. o que mais injurÍA?
Preguiça, cansaço.. e a velha ManIA
ela passa, você olha.. que bela gurIA!
Toca o sino, bate o
cartão... euforIA?
gravata solta, boteco, cerveja.. boemIA?
embriagado, busca sua casa, a cama macIA
Veja só! NA frente, um poste! Quem diria...
Subiu a calçada, desgovernado,
você dormIA
na UTI, fraturas expostas... cirurgIA
quis sair da rotina, saiu foi da pista.. mais nada sentIA
dormIA, fingIA, batIA... fim do seu DIA.