




Necrófago
no altar
Carlos
H. Toledo
Como uma bailarina paralítica
A lagoa de meu tormento fora menosprezada
Nos lábios da virgem sinto o sabor da canção cítrica
Enquanto a violento calada
Percorrendo seu corpo
como um carrasco
Deslizo grosseiramente por teu colo
Onde presenciando seu medo me satisfaço,
Rolando-te sobre o herege solo
Suor amigavelmente misturado
à lágrima
Em nosso leito de visceral prazer
Meu impetuoso gesto marcado nesta página
Relembrando tua memória a se enfraquecer
Beleza docemente ninfal,
O cálice do esposado sangue... envenenei
Fiz-te minha pelo atrevimento fatal,
A benção concedida... desordenei
Desonrei quem gera minha
criança,
Com punhal no pescoço sutil
A maldita eternidade na última dança,
E toda nossa vida se esvaiu.
