




Alvura
Carlos
H. Toledo
Pela floresta corriqueira
que se estende em corte,
Vem-me o presságio de meu presente futuro,
Apressado como o desabrochar da morte,
Trazendo-me o afagar do obscuro vulto
Um quadro com todos
seus elementos ali invocado,
Disposto feito o corpo sob a urna,
Com os sons agudos do luar calado,
Melodicamente dramatizando minha desventura
Acordando perante a
alvura
Examinando a majestosa silhueta gritante,
Com salgadas pitadas de luxúria,
Minha figurada e fidedigna amante
Cobiça em forma e pele
feminil,
Em teus olhos cor de maio... Nenhuma luz
A pureza do pecado... Obstruiu
Contudo o julgamento de meus atos te fez jus
Levianamente cruel,
Envolto a meu pescoço uma corda entrelaçada
Atrás de seu véu,
Minha fulgura presença já embaçada.
