




O
poeta não morre
Rui Pais
O poeta não morre
Por isso eu ergo minha voz
Com um brinde a todos vós
Nesta taça de vinho…
Este belo vinho do Porto
Escolhido pelo escansão
Para a nossa celebração…
Tem um bouquet
Muito macio e suave
Puro e fino
Próprio da qualidade
Deste vinho…
Saudemos todo o poeta
Neste grande coro em festa
Aqui reunidos num cantinho
Em honra da nossa poesia…
Da paz e da harmonia
De todos os povos e raças
Ergamos então nossas taças…
E viva o poeta!
O poeta não morre…
O sangue que corre
Em suas veias
São rimas e versos
Das suas poesias
Dentro de si
Pelos caminhos
Que ela percorre…
Ele e o seu universo
Fica ligado ao infinito
Dum outro mundo
Onde a vida existe
E a morte
Apenas o confunde
O poeta não morre…