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O pôr do sol
Rui Pais

 


O Sol punha-se apressado no horizonte
Baixava de repente de forma alucinante
Era um belo círculo de tom alaranjado
Que partia em trânsito para o outro lado

Como fundo sobressaía a serra de Sintra
Um pouco acima deste irregular perfil
Esse potente foco de luminosidade
Na penumbra levava toda a claridade

As nuvens alternavam-se em lindas cores
Efeitos especiais de que gostam os pintores
Duram simplesmente um breve instante
Mas não deixa de ser um presente cativante

Na distância descortina-se o vasto céu
Salpicado de estrelas por esse imenso espaço
Frio, distante, rígido como o aço
Mas sempre luzindo sem jamais acabar
São lindas as estrelas quando brilham ao luar

Airoso o crepúsculo que agora findou
Até à próxima alvorada estará ausente
São umas horas, há que ser paciente
Em cada madrugada sempre regressou…

R

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