




Lânguido
Carlos
H. Toledo
A saga de minha
alma continua
Esmagando inimigos com meu doce rancor
Estraçalho sua carne crua e nua
Espalhando pelo ar sua extensa dor
Hipnotizado por seu
escarlate sangue,
Ofendo seu vultuoso corpo
Sob a luz da noite em tons de zangue,
Cuspo em seu casco morto
O véu demoníaco envolto
em seu rosto infame
A rebarba de sua humilhação voltada a olhares,
Apontada por sua “elite” dominante,
Descrentes das nossas realidades
A vinda do alvorecer
extasiado,
Vem com seu último voluptuoso grito,
Traz consigo a anunciação do fim deflorado,
A ascensão de meu autêntico rito.
