




Destino
apagado
Carlos
H. Toledo
A chama
reluzente
Cega meus medos,
Refugia-me do perigo eminente,
E entorpece-me em desejos
Carinhos rogados de
teus lábios
Veementes amaldiçoados
Confundem os erros perdoados
Tornando meus propósitos enfeitiçados
A rajada de luz... protege
Minha vontade ainda... inebriante
O desprezo... emerge
Seu amor ainda... irrelevante
Olhares se cruzaram
Em um súbito pacto de atração
E assim como antigos amores se suicidaram,
Outros morrerão
A calmaria é patrocinada
por prantos
O feixe iluminado se soprou
Meus calafrios são tantos
A esperança se deteriorou
Sem dimensão do preceito
Meu sentido pestanejou
Esvaindo-me em receio
Nosso destino não se selou.
