




Trem
das dores
(Texto
original: Trem das Cores - Caetano Veloso)
Dnp2211
Barracos
na encosta soltos em chamas
Viaduto do Chá
A merda e o óleo, pus, ao léu limpar
O choro não tem dentes na serra
A lata do trem
Fria e estreita
Painel de tristeza
Estrados toscos balançam
Mas nada reduz a sina
Crianças feito um xamã fumam no vagão
E a cinza das nuvens de chumbo baixando
Desfaz a manhã
E a seda branca do cartel que revolve a terçã
Os prédios são desastrosa
Visão do progresso a nos processar
Os contados na panela
Favela inundando o Sul
Corja insistente, sujando o mar
Suja e impura escória sem um luar
Detrito, esgoto, insípido dejeto
Estanhos, aços
E pra ser extrato laios de Acari
E aqui, Trem das Dores, falsos profetas
Tungar na Central
E o sol num suor, se veste
Sevicial.
