




Malditos
Cássio
Amaral
Malditos! Malditos!
Poetas são como os bruxos
em busca da poção mágica, inpiração
Vivem da noite e morrem nos dias
Numa existência mal interpretada
A essência dispersada
na realidade
Vistos como bêbados na vaidade
A demência de sentir, de ser
Não ligando se existe o verme
marciano do dinheiro
Contemplam o luar
Como quem contempla
uma ponte no espaço,
Destroem o aço da escuridão
E não praticam a escravidão do poder.
