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Sem nenhuma ciência
Marcello Ricardo Almeida

 


Quem conhecera a história
do passado de saudosa memória:
um povo tabaréu na demência
e, com certeza, sem nenhuma ciência;
em cada um dos vários hospícios
tramando vilipêndios fatídicos
Santana continua decrépita,
um lugarejo de fato demérito;
jamais desafiara o fantástico,
um povo fanfarrão, bombástico;
habitando a cocuruta da miséria;
uma preguiça secular, amébica;
sem nada forrar o estômago
Ruas e casas ridículas;
vidas perdidas, sem parâmetros

Vidas perdidas, sem história;
ruas e casas de saudosas memórias;
sem nada forrar sua demência;
uma preguiça secular; sem ciência
Habitando a cocuruta dos hospícios;
um povo fanfarrão, fatídico,
jamais desafiara o decrépito;
em cada uma de suas misérias,
quem descobrira o demérito
de uma Santana sem parâmetros
de um povo tabaréu e ridículo
O lugarejo continuou fantástico,
tramando vilipêndios bombásticos

Tramando vilipêndios históricos,
o lugarejo continuou memórico
de um povo tabaréu na demência
em uma Santana sem ciência
e, com certeza, sem nenhum hospício;
de um passado fatídico,
quem descobriu o decrépito
em cada um de seus deméritos
jamais desafiara o estômago;
um povo fanfarrão, amébico,
habitando a cocuruta do ridículo;
uma preguiça secular de misérias;
vidas perdidas, bombásticas;
ruas e casas fantásticas,
sem nada forrar seus parâmetros.

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