




Licantropia
Bruno Rezende Palmieri
Sob o manto do amor
ocultam-se intenções inconfessáveis...
Sob o olhar terno da mãe,
um lobo terrível disfarça-se, prepara-se,
aguarda o momento...
Sem motivo, sem afeto
Louco... sob o manto
do amor
mais puro a fera
aguarda o instante sombrio
E não está distante
Pobres de nós!
Anacrônicos por amar, inermes por esperar,
cegos e covardes por não admitir,
a crueza dessa brutal realidade,
aliás bastante familiar
Por não contar as vítimas
nem apontar os
vorazes, atrozes, algozes,
mendazes, licantropos,
em bandos ou aos pares,
à solta em nossos sacrossantos lares...