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As bruxas fedem
Cesar Poletto

 


Inda assim, prefiro as bruxas
Verdes, prásinas ou em colméias
A me serem opostas pela escassez de sonhos

Inda assim, prefiro os tolos
Que, cheio de sonhos, cheiram
Às raízes estuporadas, latem

Inda assim, prefiro os atores
Com os cantos atrozes em demasia
Cativam olhares, céus e purpurina

Sou pouco neste mundo desviado
A me caçoar em andar - e em arfar - impoluto
A me manter nas esquinas, e de olhos cerrados

Ser-me-iam cruéis se não me fossem quadrinhos
Se, por entre minas e calores, gozassem dois tédios
Não os teriam em lado meu, nem um pouquinho

Inda que me fossem calçadas
Matando a inflorescência da vida
Inda assim, ir-me-ia escolher os olores.

C

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