




Estro
em corpo nu - Impossibilidades Subliminares
Cesar
Poletto
Estaca, expectorada flor de corte
A conter azulada mancha e prásina dum momento rugoso
Automação revelada, contorno da estrada e uma só orgia
Lanceolada
sarna, dupla impetração
Sapeando com micélios e hifas, entranhas disfarçadas
Processo abortivo, chá que a planta embebe, seiva pela sucção
Aos vinte
e oitos graus, idade de agitar bandeira
Ardência liberta e passiva, ogiva em clímax
Na mira, reles casinha de bambu
À hora
dum olhar escuso e vil
Segredo a ver barquinhos mil
E latidos a lamber os trilhos...
Só sendo humano!