




Escrita
do corpo
Márcio
Almeida
Amor: prazer do
erro.
A possibilidade de conviver neuras iguais.
Sofrimento escolhido por opção do desejo,
permissão à lógica da louca solitude
dos pares párias no perdencontro do beijo
Amor
é desobediência, briga suja, ousadia,
a duração do corpo diário, a culpa supérflua,
o perdão doído pelas cicatrizes e as orgias,
crimes passionais, poesia melíflua
O que
espreita as falhas com a fúria do ciúme,
a audição brega genial de frases feitas,
o que trama a chama desse castigo impune,
o que a fala cala e o falo azeita.